sábado, 30 de abril de 2016

Manoel Junior é formalmente investigado na Operação Lava Jato pelo STF


Membro da tropa de choque do presidente da Câmara Federal, Manoel Junior (PMDB/PB), torna-se formalmente investigado junto com Eduardo Cunha (PMDB/RJ) pelo Supremo Tribunal Federal na Operação Lava Jato. Processo este que é sigiloso e envolve o nome de mais oito pessoas, quatro que atualmente exercem mandato na Câmara e quatro ex-parlamentares.

A acusação é de que estes deputados eram escalados por Eduardo Cunha para molestar a empresa Schahin. Estes parlamentares apresentavam requerimento exercendo pressão na empresa Schahin, porque acontecia uma disputa com o corretor de valores Lúcio Bolonha Funaro, que mantem relações próximas ao presidente da Câmara. Então, segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o objeto são os crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

O procurador-geral menciona novamente o caso de uma hiderelétrica em Belém, que produziu esta disputa entre a Schahin e Funaro, que também é investigado.

A disputa foi perdida pelo corretor Funaro e a Schahin fez andar a obra da hidrelétrica, contratando a Cebel (Centrais Elétricas Belém). A obra acabou rompendo perto da conclusão, e foi aí que começaram as intimidações por parte dos deputados aliados de Cunha. Segundo a PGR, mais de 30 requerimentos foram apresentados de forma conjunta por esses deputados.

"A maioria das provas foram citadas em outros documentos, para que se efetivasse o começo das investigações, como o pedido de afastamento de Cunha da presidência e a ação cautelar de busca e apreensão contra o presidente da Câmara e seus aliados", disse Janot.


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